Manejo pré-abate: Como melhorar a qualidade da carne e evitar prejuízos.

O manejo pré-abate é a última etapa da criação animal compreendendo todas as etapas da fazenda até o frigorífico, incluindo o embarque, transporte, desembarque, recepção e acomodamento dos animais para descanso. Na separação dos animais que serão destinados ao abate, é importante observar se todos estão saudáveis o suficiente para que possam ser embarcados e transportados até o abatedouro.

A interação homem-animal é o estágio mais crítico antes do embarque pois ao mudar de ambiente os animais são induzidos a uma atividade física moderada nos corredores e rampas, o que pode deixá-los nervosos, dificultando o manejo.

Segundo a OIE (2018), o bem-estar animal pode ser definido como o estado físico e mental de um animal em relação as condições em que vive. As perdas, que podem ser estimadas devido ao manejo incorreto, podem ser divididas em quantitativas e qualitativas: as primeiras tem como principal motivo as contusões e causam prejuízos para o produtor. Já as qualitativas estão relacionadas com o estresse que o animal passou durante o manejo pré- abate, resultando em alterações metabólicas que influenciam na qualidade da carne.

No que diz respeito a importância da manutenção de boas-práticas de manejo de bem-estar animal, é interessante realizar a conscientização dos produtores por meio de treinamentos e demonstrações de prejuízos causados pelo descarte de carcaças lesionadas, provocadas pelo manejo inadequado dos animais.

Principais etapas do manejo pré-abate:

Manejo pré-embarque dos animais

Antes do embarque, no escritório da granja ou da fazenda, é necessário o planejamento e a organização de todas as etapas do manejo pré-abate, iniciando pela preparação dos documentos necessários que devem acompanhar os animais durante o transporte até o frigorífico, sempre com o máximo de antecedência possível. Isso evita que os caminhões fiquem parados por muito tempo aguardando a documentação antes do descarregamento,  evitando períodos prolongados sem água, alimento e de exposição ao sol, contribuindo para um menor estresse.

O tempo de jejum recomendado na granja é de 8 a 12 horas antes do embarque e de 16 a 24 horas no total, até o abate.

Realizar o jejum pré-abate fornece vantagens como: maior grau de bem-estar dos animais durante a viagem; redução das perdas durante o transporte; maior facilidade de manejo, redução da contaminação de carcaça durante a evisceração e melhoria na qualidade da carne.

Para obter o manejo correto é  necessário que os animais que serão embarcados sejam separados em lotes com proximidade de peso, idade e classe sexual. Deve- se evitar colocar dois animais que se comportam como líderes no mesmo lote.

Manejo de embarque dos animais

No momento de definir o grupo de animais a ser embarcado, deve-se tomar os seguintes cuidados:

-Evitar o embarque de animais debilitados, desnutridos, doentes ou machucados. Quando o transporte destes for necessário, redobrar os cuidados e consultar um médico veterinário;

– Em animais destinados ao abate não deve ser administrado nenhum produto no momento do embarque e, quanto as administrações anteriores a essa etapa, é importante sempre ter o conhecimento do período de carência dos produtos utilizados, atentando sempre para a bula de todos os medicamentos e vacinas utilizados.

A formação dos lotes de embarque deve ser realizada conforme a capacidade do veículo.

Transporte

O transporte é uma fase muito estressante da vida do animal, pois envolve vários fatores que comprometem seu bem-estar. O meio mais utilizado para animais de corte é o rodoviário.

O tempo de transporte também deve ser levado em consideração pois quanto maior o percurso da viagem, maior será o estresse dos animais.

Recepção no frigorífico

É recomendado que os animais sejam transportados nas horas mais frescas do dia (início da manhã ou final da tarde) e molhados com auxílio de aspersores ou com mangueira de baixa vazão. Esse procedimento ajudará a abaixar a temperatura corporal dos animais de forma rápida e diminuir o estresse causado pelo transporte.

Alguns cuidados devem ser tomados, como: a inclinação e piso da rampa de desembarque, desembarque gradual dos animais, acessórios de manejo adequados, ambiente protegido das condições climáticas, sem barulho para evitar aglomerações e pânico, estresse e hematomas em carcaças. Após o desembarque, devem ser submetidos à dieta hídrica, disponibilizando água em abundância para que recupere os animais desidratados durante o transporte.

Como a Tecnologia LebenLOG pode reduzir os prejuízos no manejo pré-abate?

Com a aplicação do ciclo Leben no transporte dos animais de terminação que atua coletando dados de ambiência, gerando informação em tempo real , apontando os gargalos que mais impactaram durante cada viagem e implementando um indicador de bem-estar animal durante a fase de transporte que serve como uma ferramenta corretiva, preventiva e de controle para a Agroindústria. 

Na solução TransPORK, a produtividade vem alinhada com o bem-estar animal fazendo isto de forma sustentável e completa.

A Plataforma TransPORK  une:

  • Gestão da informação
  • Educação continuada 
  • Autocontrole Automatizado 

Uma melhor qualidade da carne depende de todas as pessoas envolvidas na cadeia de produção e estas devem estar comprometidas e prezar pela sanidade e pelo bem-estar animal evitando que os animais passem por sofrimentos desnecessários. Um manejo pré-abate adequado, além de agrega valor ao produto final, atende a demanda de consumidores que prezam pelo bem-estar dos animais.

Que tal adquirir uma ferramenta para promover um manejo pré-abate controlado e de boa qualidade? A tecnologia LebenLOG te auxilia nesta etapa.

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Vamos juntos!

1 comentário em “Manejo pré-abate: Como melhorar a qualidade da carne e evitar prejuízos.”

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